A bandeira amarela na conta de luz é um sinal de que a energia ficou mais cara para ser gerada — e esse custo extra vai direto para a sua fatura. Desde abril de 2026 ela está em vigor, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos. Na prática, quem usa 300 kWh no mês paga cerca de R$ 5,66 a mais, antes de impostos.
Parece pouco, mas o valor se repete todo mês enquanto a bandeira estiver ativa e ainda serve de base para ICMS, PIS e Cofins — o que joga o impacto real ainda mais para cima. Entender como a bandeira amarela funciona é o primeiro passo para reagir a ela e, principalmente, para reduzir de vez o valor da sua conta.
O que você vai encontrar nessa leitura
ToggleO que é a bandeira amarela na conta de luz?
A bandeira amarela é a cor intermediária do sistema de bandeiras tarifárias da ANEEL. Ela indica que as condições de geração de energia estão menos favoráveis — normalmente por causa da falta de chuvas — e que, por isso, cada 100 kWh que você consome custa um pouco mais. Não é uma multa nem uma taxa nova: é a forma de mostrar, mês a mês, quanto a energia realmente está custando para ser produzida.
Criado em 2015, o sistema funciona como um semáforo. A bandeira verde significa energia barata e abundante, sem custo extra. A amarela acende quando o cenário começa a apertar. E a vermelha, dividida em dois patamares, sinaliza escassez e o uso intenso de usinas termelétricas, que são as mais caras de operar.
Qual bandeira tarifária está em vigor agora?
Em julho de 2026, a bandeira em vigor é a amarela, com acréscimo de R$ 1,885 a cada 100 kWh. Ela está ativa desde abril de 2026 e foi mantida por mais um mês por causa do período seco: com os reservatórios das hidrelétricas mais baixos, o sistema precisa acionar termelétricas para dar conta da demanda, e esse custo maior é repassado pela bandeira.
A ANEEL define a cor de cada mês sempre no fim do mês anterior. Ou seja, o valor pode mudar a qualquer momento. Por isso, vale confirmar a bandeira vigente no site oficial da ANEEL ou no aplicativo da sua distribuidora antes de fechar o mês.
Como funcionam as bandeiras tarifárias e quanto cada cor custa
Cada cor tem um valor fixo por 100 kWh, definido pela ANEEL. Veja a tabela de referência atual:
| Bandeira | Acréscimo por 100 kWh | O que indica |
|---|---|---|
| Verde | R$ 0,00 | Geração barata e abundante |
| Amarela | R$ 1,885 | Condições menos favoráveis (vigente) |
| Vermelha — Patamar 1 | R$ 4,463 | Geração mais cara, uso de termelétricas |
| Vermelha — Patamar 2 | R$ 7,877 | Escassez severa, custo máximo |
Repare na diferença: a bandeira vermelha patamar 2 custa mais de quatro vezes o valor da amarela. É por isso que acompanhar a bandeira e agir para reduzir o consumo — ou a própria origem da energia — faz tanta diferença no fim do ano.
Por que a bandeira amarela é acionada?
O Brasil depende fortemente de usinas hidrelétricas. Quando chove menos e o nível dos reservatórios cai, a geração barata das hidrelétricas não é suficiente e o sistema aciona usinas termelétricas, que queimam combustíveis para produzir energia e têm custo bem mais alto.
Esse custo variável extra é o que aparece na bandeira. Além da estiagem, outros fatores podem contribuir: aumento da demanda em períodos de calor, manutenção de usinas e problemas na transmissão. A bandeira amarela, portanto, é um alerta de que a energia está temporariamente mais cara — sem chegar ao cenário crítico da vermelha.

Quanto a bandeira amarela pesa na sua conta de luz?
O cálculo é simples. Divida seu consumo do mês (em kWh) por 100 e multiplique pelo valor da bandeira:
Acréscimo = (consumo em kWh ÷ 100) × R$ 1,885
Exemplo prático: uma casa que consome 350 kWh paga (350 ÷ 100) × 1,885 = R$ 6,60 a mais. Veja a referência por faixa de consumo:
| Consumo mensal (kWh) | Acréscimo (R$) | Perfil típico |
|---|---|---|
| 100 | R$ 1,89 | Imóvel pequeno / uso baixo |
| 200 | R$ 3,77 | Casa / apartamento pequeno |
| 350 | R$ 6,60 | Família média |
| 500 | R$ 9,43 | Casa grande / pequeno comércio |
| 1.000 | R$ 18,85 | Comércio / PME |
Atenção aos impostos: o valor da bandeira entra na base de cálculo do ICMS, PIS e Cofins. Por isso, o que aparece de fato na conta é maior do que o acréscimo “puro” acima — em geral, de 15% a 30% a mais, dependendo do seu estado.
Como identificar a bandeira amarela na sua fatura
A bandeira vigente aparece destacada na conta de luz, geralmente perto do resumo de cobrança, com uma breve explicação e o valor adicional cobrado. Para localizar rapidamente, procure por termos como “bandeira”, “adicional de bandeira”, “bandeira tarifária” ou ícones coloridos.
Vale lembrar: a bandeira é nacional e definida pela ANEEL, então é a mesma em todo o país no mesmo mês. Ela se aplica aos consumidores do mercado regulado (cativo), atendidos pela distribuidora — apenas os sistemas isolados, como parte de Roraima, ficam de fora.
Como reduzir o impacto da bandeira amarela na conta de luz
Ajuste hábitos de consumo
Pequenas mudanças reduzem o consumo e, com ele, o valor da bandeira:
- Desligue aparelhos da tomada quando não estiverem em uso
- Aproveite a luz natural durante o dia
- Prefira eletrodomésticos com selo Procel de eficiência
- Use a máquina de lavar sempre com carga cheia
- Reduza o tempo no chuveiro elétrico, o maior vilão da conta
Mude a origem da sua energia
Economizar no consumo ajuda, mas tem limite. A forma mais eficaz de reduzir a conta de forma consistente é mudar a origem contratual da sua energia por meio da geração distribuída, passando a receber créditos de uma usina de energia renovável, sem precisar instalar nada. É aqui que entra a Electy.
Electy: economize até 32% na conta de luz mesmo com a bandeira amarela
A Electy é um marketplace de energia renovável que conecta você a usinas parceiras de geração distribuída. Na prática, você continua recebendo energia normalmente, mas passa a pagar menos por ela — sem obras e sem burocracia.
Como funciona:
- Sem obras: nada é instalado no seu imóvel
- Sem trocar de distribuidora: a energia chega pela mesma rede de sempre
- Créditos na fatura: a energia da usina parceira abate parte da sua conta
- Até 32% de economia no valor da conta de luz
Podem usar residências, PMEs, comércios, produtores rurais e outros (consultar). Em uma fatura média de R$ 300 por mês, 32% representam cerca de R$ 96 de economia mensal — aproximadamente R$ 1.150 por ano. E como a energia vem de fonte renovável, o valor da bandeira tarifária pesa muito menos no seu bolso.
Perguntas frequentes sobre a bandeira amarela
A bandeira amarela aumenta sempre a minha conta de luz?
Sim. Enquanto a bandeira amarela estiver em vigor, ela adiciona R$ 1,885 a cada 100 kWh consumidos, valor que ainda entra na base de cálculo do ICMS, PIS e Cofins. O acréscimo só desaparece quando a ANEEL volta a acionar a bandeira verde.
Qual a diferença entre bandeira amarela e bandeira vermelha?
A amarela cobra R$ 1,885 por 100 kWh e indica condições de geração menos favoráveis. A vermelha é mais cara: o patamar 1 cobra R$ 4,463 e o patamar 2 cobra R$ 7,877 por 100 kWh, quando é preciso acionar termelétricas de forma intensiva.
Quanto dá para economizar na conta de luz por ano?
Com energia por assinatura da Electy é possível reduzir até 32% do valor da conta. Em uma fatura média de R$ 300 por mês, isso representa cerca de R$ 96 de economia mensal, ou aproximadamente R$ 1.150 por ano.
A Electy funciona no meu estado?
A Electy atende consumidores em diversos estados do Brasil por meio de usinas parceiras. A forma mais rápida de confirmar a disponibilidade na sua região é fazer a simulação gratuita informando sua conta de luz.
Preciso trocar de distribuidora para usar a Electy?
Não. Sua distribuidora continua a mesma e a energia chega pela mesma rede. O que muda é a origem contratual da energia: você passa a receber créditos de uma usina renovável, que abatem parte da sua fatura.
Conclusão
A bandeira amarela é o aviso de que a energia ficou mais cara — e, enquanto ela estiver em vigor, sua conta segue com o acréscimo de R$ 1,885 por 100 kWh. Ajustar hábitos ajuda, mas a economia realmente relevante vem de mudar a origem da sua energia. Com a Electy, dá para pagar até 32% menos na conta de luz sem instalar nada e sem trocar de distribuidora.
Conteúdo atualizado em julho de 2026. Os valores e as regras das bandeiras tarifárias são definidos pela ANEEL e podem ser alterados mensalmente.