Tabela do Lucro Presumido 2026: quanto sua empresa realmente paga de imposto?

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A tabela do lucro presumido é o ponto de partida de qualquer cálculo tributário nesse regime. Ela define quanto do seu faturamento a Receita Federal considera lucro — independentemente do que sobrou de verdade no caixa no fim do mês. Entender esses percentuais é o que separa uma empresa que paga imposto no automático de uma empresa que sabe exatamente para onde vai cada real.

O detalhe que muita gente ignora: no lucro presumido, o imposto é calculado sobre a receita bruta, não sobre o lucro contábil. Isso significa que cada real economizado em custo fixo — aluguel, folha, energia elétrica — vai direto para o bolso do empresário, sem aumentar um centavo da carga tributária. É uma alavanca de rentabilidade que quase ninguém usa.

Neste guia, você vai encontrar a tabela completa, as alíquotas atualizadas para 2026, cálculos práticos e uma comparação honesta com os outros regimes.

O que é lucro presumido e como funciona a tributação

O lucro presumido é um regime tributário simplificado em que o Fisco presume a margem de lucro da empresa a partir de um percentual fixo aplicado sobre o faturamento. Em vez de exigir a apuração detalhada de todas as receitas e despesas — como acontece no lucro real —, a Receita Federal parte de uma premissa pronta: “empresas desse ramo lucram, em média, X% do que faturam”.

Na prática, o cálculo tem dois estágios. Primeiro, aplica-se o percentual de presunção sobre a receita bruta para encontrar a base de cálculo. Depois, aplicam-se as alíquotas de IRPJ e CSLL sobre essa base. A apuração é trimestral, com fechamentos em 31 de março, 30 de junho, 30 de setembro e 31 de dezembro.

É importante entender a consequência disso. Se a sua empresa lucrou muito mais do que o percentual presumido, você paga menos imposto do que pagaria no lucro real. Se lucrou menos — ou até teve prejuízo —, o imposto continua o mesmo. Prejuízo não reduz IRPJ no lucro presumido. Por isso o controle de custos é tão decisivo nesse regime.

desconto de energia para empresa

Tabela do lucro presumido: percentuais de presunção por atividade

Aqui está o coração do assunto. Os percentuais de presunção variam conforme a atividade econômica da empresa e são diferentes para IRPJ e para CSLL — um erro clássico é aplicar o mesmo número nos dois.

Tabela de presunção do IRPJ

Atividade Percentual de presunção (IRPJ)
Revenda de combustíveis e gás natural 1,6%
Comércio em geral, indústria, transporte de cargas 8%
Serviços hospitalares e de diagnóstico por imagem 8%
Atividade rural e loteamento/incorporação imobiliária 8%
Transporte de passageiros 16%
Serviços em geral com faturamento anual até R$ 120 mil (exceto profissões regulamentadas) 16%
Serviços em geral, profissões regulamentadas, intermediação de negócios 32%
Administração, locação ou cessão de bens e direitos 32%

Tabela de presunção da CSLL

A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido usa uma tabela mais enxuta, com apenas dois percentuais principais:

Atividade Percentual de presunção (CSLL)
Comércio, indústria, transporte de cargas, atividade rural, serviços hospitalares 12%
Serviços em geral, intermediação de negócios, locação de bens e direitos 32%

Repare no contraste: um comércio tem presunção de 8% para IRPJ e 12% para CSLL. Já uma empresa de consultoria tem 32% nos dois. É a diferença entre um regime leve e um regime pesado — e é por isso que a classificação correta do CNAE é uma das decisões contábeis mais valiosas de um negócio.

Alíquotas aplicadas sobre a base presumida

Encontrada a base de cálculo, aplicam-se as alíquotas. Elas são fixas e valem para todas as atividades:

  • IRPJ: 15% sobre a base presumida
  • Adicional de IRPJ: 10% sobre o que exceder R$ 60.000 no trimestre (R$ 20.000/mês)
  • CSLL: 9% sobre a base presumida
  • PIS: 0,65% sobre a receita bruta (regime cumulativo)
  • COFINS: 3% sobre a receita bruta (regime cumulativo)
  • ISS: de 2% a 5% sobre serviços, conforme o município
  • ICMS: variável por estado e produto, para comércio e indústria

Entendendo o adicional de 10%

O adicional é o item que mais gera confusão. Ele não incide sobre todo o lucro — apenas sobre a parcela que ultrapassa R$ 60.000 de base presumida no trimestre. Se a sua base trimestral for de R$ 96.000, o adicional recai só sobre os R$ 36.000 excedentes, gerando R$ 3.600 extras. Nada além disso.

A carga efetiva: os números que interessam

Juntando presunção e alíquota, chegamos ao percentual que realmente sai do caixa:

Tributo Comércio / Indústria Serviços em geral
IRPJ (15% sobre a presunção) 1,20% 4,80%
CSLL (9% sobre a presunção) 1,08% 2,88%
PIS 0,65% 0,65%
COFINS 3,00% 3,00%
Subtotal federal 5,93% 11,33%
ISS / ICMS Variável (ICMS) 2% a 5% (ISS)

Ou seja: um comércio no lucro presumido entrega cerca de 5,93% do faturamento em tributos federais, antes do ICMS. Uma empresa de serviços entrega 11,33%, antes do ISS — podendo chegar a 16,33% em municípios com ISS de 5%.

Como calcular o lucro presumido: dois exemplos práticos

Exemplo 1: comércio varejista

Uma loja fatura R$ 400.000 no trimestre. Presunção de IRPJ: 8%.

  • Base de cálculo do IRPJ: R$ 400.000 × 8% = R$ 32.000
  • IRPJ: R$ 32.000 × 15% = R$ 4.800
  • Adicional: base de R$ 32.000 é menor que R$ 60.000 → R$ 0
  • Base da CSLL: R$ 400.000 × 12% = R$ 48.000 → CSLL: R$ 48.000 × 9% = R$ 4.320
  • PIS + COFINS: R$ 400.000 × 3,65% = R$ 14.600
  • Total federal no trimestre: R$ 23.720 (5,93% do faturamento)

Exemplo 2: empresa de consultoria

Uma consultoria fatura R$ 400.000 no trimestre. Presunção de 32%.

  • Base de cálculo do IRPJ: R$ 400.000 × 32% = R$ 128.000
  • IRPJ: R$ 128.000 × 15% = R$ 19.200
  • Adicional: (R$ 128.000 − R$ 60.000) × 10% = R$ 6.800
  • CSLL: R$ 128.000 × 9% = R$ 11.520
  • PIS + COFINS: R$ 400.000 × 3,65% = R$ 14.600
  • ISS (3%): R$ 12.000
  • Total no trimestre: R$ 64.120 (16,03% do faturamento)

Mesmo faturamento, atividades diferentes, carga tributária quase três vezes maior. A tabela do lucro presumido não é detalhe burocrático — é a variável que define a viabilidade do negócio.

Quem pode optar pelo lucro presumido em 2026

Nem toda empresa pode escolher esse regime. As regras principais:

  • Limite de faturamento: receita bruta anual de até R$ 78 milhões no ano anterior, ou R$ 6,5 milhões multiplicados pelo número de meses de atividade, para empresas abertas no meio do ano
  • Vedações: instituições financeiras, factorings, empresas com lucros oriundos do exterior e empresas que gozem de benefícios fiscais de isenção ou redução de IRPJ são obrigadas ao lucro real
  • Irretratabilidade: a opção é feita no primeiro pagamento do ano e vale para todo o exercício. Não é possível mudar de ideia em julho

Essa última regra merece atenção. A escolha do regime tributário para 2026 já foi feita no primeiro trimestre — o que resta agora é otimizar o resultado dentro dele. E o caminho mais rápido é pelo lado dos custos.

Lucro presumido, Simples Nacional e lucro real: qual compensa?

Critério Simples Nacional Lucro Presumido Lucro Real
Limite de faturamento R$ 4,8 milhões/ano R$ 78 milhões/ano Sem limite
Base de cálculo Receita bruta (anexos) Receita bruta × presunção Lucro contábil real
Apuração Mensal Trimestral Trimestral ou anual
Prejuízo reduz imposto? Não Não Sim
Créditos de PIS/COFINS Não se aplica Não (cumulativo) Sim (não cumulativo)
Complexidade contábil Baixa Média Alta
Melhor para Pequenos negócios Empresas com margem alta Margem baixa ou prejuízo

A regra prática é simples: o lucro presumido compensa quando a margem real supera a margem presumida. Se a sua consultoria lucra 45% de verdade e paga imposto sobre 32%, o regime está trabalhando a seu favor. Se lucra 15%, você está pagando imposto sobre um lucro que não existe.

Por que cortar custo fixo vale mais no lucro presumido

Aqui está a assimetria que quase nenhum empresário explora.

No lucro real, quando você reduz uma despesa, o lucro contábil sobe — e o IRPJ sobe junto. De cada R$ 100 economizados, o Fisco fica com até R$ 34. No lucro presumido, não. A base de cálculo continua sendo um percentual da receita, que não mudou. Os R$ 100 economizados chegam íntegros ao resultado.

E existe um segundo efeito, específico da conta de luz. Empresas no lucro presumido estão no regime cumulativo de PIS/COFINS, o que significa que não podem tomar crédito sobre a energia elétrica consumida. No lucro real (não cumulativo), a energia gera crédito de 9,25%. No presumido, cada real da fatura é custo cheio, sem nenhuma recuperação.

Traduzindo: a conta de luz pesa proporcionalmente mais na sua empresa do que pesaria em uma concorrente no lucro real. É exatamente onde há mais espaço para ganho.

Uma conta rápida

Um comércio no lucro presumido fatura R$ 1,6 milhão por ano, com margem líquida de 7% — o que dá R$ 112.000 de lucro. Sua conta de luz é de R$ 4.000/mês, ou R$ 48.000/ano.

Uma redução de 25% na energia gera R$ 12.000/ano de economia direta. Sem imposto adicional, esse valor entra inteiro no lucro: de R$ 112.000 para R$ 124.000. Um aumento de 10,7% no lucro anual — sem vender um produto a mais, sem contratar ninguém, sem investir um centavo.

Para chegar ao mesmo resultado pela receita, essa empresa precisaria faturar R$ 171.000 a mais no ano.

Electy: economize até 32% na conta de luz da sua empresa no lucro presumido

A Electy é um marketplace de energia renovável que conecta empresas e consumidores a usinas de geração distribuída — usinas solares e de outras fontes limpas espalhadas pelo Brasil, que produzem energia e distribuem créditos aos assinantes.

Na prática, você continua recebendo energia exatamente como hoje. A diferença aparece na fatura: parte do seu consumo passa a ser abatida por créditos da usina parceira, e você paga por esses créditos com desconto de até 32%.

Como funciona

  • Sem obras: nenhuma instalação, nenhum painel no telhado, nenhum equipamento novo no seu imóvel
  • Sem trocar de distribuidora: a mesma concessionária, o mesmo medidor, o mesmo atendimento em caso de falta de energia
  • Créditos direto na fatura: a energia da usina é injetada na rede e abate seu consumo automaticamente
  • Até 32% de economia: desconto recorrente, mês após mês, sem investimento inicial e sem fidelidade abusiva

Quem pode usar

Residências, pequenas e médias empresas, comércios, escritórios, clínicas, indústrias leves e produtores rurais. Se a sua empresa está no lucro presumido e a energia é um custo relevante na operação, o retorno é imediato — e vai integralmente para o resultado, sem repique tributário.

Perguntas frequentes sobre a tabela do lucro presumido

Qual é o percentual da tabela do lucro presumido para prestadores de serviço?

Para a maioria dos serviços, a presunção é de 32% da receita bruta tanto para IRPJ quanto para CSLL. A Receita presume que 32% de tudo o que a empresa fatura é lucro, e sobre essa base incidem 15% de IRPJ e 9% de CSLL. Serviços hospitalares e transporte de carga têm percentuais menores: 8% para IRPJ e 12% para CSLL.

Quando é obrigatório pagar o adicional de 10% do IRPJ?

O adicional incide sobre a parcela do lucro presumido trimestral que ultrapassar R$ 60.000 — o equivalente a R$ 20.000 por mês. Se a base trimestral for de R$ 96.000, o adicional se aplica apenas sobre os R$ 36.000 excedentes, gerando R$ 3.600 a mais no trimestre. Não incide sobre o valor total.

A Electy funciona no meu estado?

A Electy atua em grande parte do território brasileiro, com usinas parceiras conectadas às principais distribuidoras do país. A disponibilidade depende da distribuidora que atende o endereço da empresa e da existência de usinas com créditos disponíveis naquela área de concessão. A simulação gratuita informa em segundos se há oferta ativa para o seu CNPJ e qual o desconto disponível.

Preciso trocar de distribuidora para economizar com a Electy?

Não. Sua distribuidora continua exatamente a mesma, assim como a rede, o medidor e o atendimento. A energia da usina parceira é injetada na rede e convertida em créditos que abatem o consumo da sua fatura. Não há obra, troca de equipamento, instalação de painéis nem qualquer alteração no fornecimento.

Quanto uma empresa no lucro presumido economiza na conta de luz?

A economia chega a 32% sobre a parte de energia da fatura. Uma empresa que paga R$ 3.000/mês economiza cerca de R$ 960 por mês, ou R$ 11.520 por ano. Como no lucro presumido o imposto é calculado sobre a receita presumida e não sobre o lucro real, essa redução aumenta o resultado da empresa sem elevar a carga tributária — cada real economizado permanece na empresa.

Conclusão: a tabela você não muda, o custo você muda

A tabela do lucro presumido é fixa. Os percentuais de 1,6%, 8%, 16% e 32% não se negociam, e a opção pelo regime já foi feita no início do ano. O que ainda está sob o seu controle é o outro lado da equação: quanto a operação consome para funcionar.

E é justamente aí que o lucro presumido oferece uma vantagem silenciosa. Como o imposto não acompanha o lucro real, toda economia de custo fica 100% com a empresa. A conta de luz — um custo que não gera crédito de PIS/COFINS nesse regime — é o alvo mais óbvio e o mais negligenciado.

Reduzir a energia em até 32%, sem obra, sem investimento e sem trocar de distribuidora, é um dos poucos ganhos de margem que não dependem de vender mais. Leva menos de dois minutos descobrir quanto a sua empresa deixa de economizar todo mês.

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