Mercado livre de energia: o que muda com a abertura para residências e PMEs | Electy

Mercado livre de energia: o que muda com a abertura para residências e PMEs

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Atualizado em 26 de outubro de 2026 · Por Melissa Franco · Leitura: ~10 min

Resposta rápida: o mercado livre de energia é o ambiente em que o consumidor escolhe de quem compra energia e negocia preço e prazo. Hoje ele é restrito a quem é atendido em média e alta tensão. O Decreto 13.097/2026 abriu o calendário para a baixa tensão: comércios e indústrias a partir de 25/11/2027 e residências a partir de 25/11/2028. Enquanto isso, a geração distribuída com a Electy já garante até 32% de economia.

A abertura do mercado livre é a maior mudança no setor elétrico brasileiro em décadas. Na prática, a conta de luz vai deixar de ter um único fornecedor obrigatório. Mas há regras, prazos e riscos que todo consumidor precisa entender antes de tomar uma decisão.

O que você vai aprender:

  • O que é o mercado livre de energia e como ele funciona
  • Quem pode migrar hoje e o calendário de abertura
  • O que o Decreto 13.097/2026 definiu para a baixa tensão
  • Diferenças entre mercado cativo, mercado livre e geração distribuída
  • Vantagens, riscos e o que fazer até a abertura

O que é o mercado livre de energia

O setor elétrico brasileiro tem dois ambientes de contratação. No Ambiente de Contratação Regulada (ACR), o chamado mercado cativo, o consumidor compra energia obrigatoriamente da distribuidora da sua região, pela tarifa definida pela ANEEL. É assim que funciona a conta de luz da maioria das casas e pequenas empresas.

No Ambiente de Contratação Livre (ACL), o consumidor negocia diretamente com geradores ou comercializadoras: preço, volume, prazo, índice de reajuste e até a fonte da energia. A distribuidora continua entregando a energia pelos fios e cobra pelo uso da rede, mas deixa de vender a energia em si.

Para um panorama mais detalhado das regras atuais, veja como funciona o mercado livre de energia.

Quem pode entrar no mercado livre hoje

Desde janeiro de 2024, todos os consumidores do Grupo A, atendidos em tensão igual ou superior a 2,3 kV, podem migrar para o mercado livre. Os de menor porte precisam ser representados por um comercializador varejista, que cuida da relação com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Residências, pequenos comércios, escritórios e boa parte dos produtores rurais estão no Grupo B, atendidos em baixa tensão. Para eles, o mercado livre ainda está fechado.

O calendário de abertura para a baixa tensão

O Decreto 13.097, de 12 de agosto de 2026, regulamentou a abertura com base na Lei 15.269/2025. As datas são:

Data O que acontece
25/11/2027 Unidades industriais e comerciais em baixa tensão podem escolher o fornecedor
25/11/2028 Residências e demais consumidores de baixa tensão podem escolher o fornecedor
31/12/2030 Fim da exclusividade das distribuidoras como Supridor de Última Instância
01/01/2031 Outros agentes podem atuar como Supridor de Última Instância

Fonte: Decreto 13.097/2026. Diversos pontos ainda dependem de regulamentação da ANEEL.

O que o decreto definiu para o consumidor

  • Aviso prévio de 90 dias à distribuidora para migrar.
  • Sem troca obrigatória de medidor como condição para a migração.
  • Retorno ao mercado regulado com aviso de um ano, prazo que pode ser reduzido.
  • Um único varejista por unidade consumidora, que representa o consumidor na CCEE.
  • Transparência obrigatória: varejistas devem divulgar modelos de contrato, preços de referência e riscos da migração.
  • Tarifa Social e descontos de irrigação não se aplicam no mercado livre.
  • Supridor de Última Instância (SUI): atende temporariamente quem ficar sem fornecedor, por exemplo se o varejista for desligado da CCEE, com tarifa igual ou superior à regulada.

Ainda faltam definições importantes da ANEEL, como o produto padrão, o preço de referência, os encargos de cada ambiente e as regras de portabilidade. Para entender esse conceito, leia o que é portabilidade de energia.

Mercado cativo, mercado livre e geração distribuída: comparativo

Critério Mercado cativo (ACR) Mercado livre (ACL) Geração distribuída com a Electy
Quem pode hoje Todos Grupo A (2,3 kV ou mais) Residências, PMEs, comércios e produtores rurais
Fornecedor Distribuidora local Gerador ou comercializadora Usina renovável parceira, com a mesma distribuidora
Preço Tarifa regulada pela ANEEL Negociado em contrato Desconto sobre a energia compensada
Economia típica Nenhuma Depende do contrato e do mercado Até 32% na conta de luz
Obras ou troca de medidor Não Não obrigatória na baixa tensão Não
Risco de preço Reajustes anuais e bandeiras Exposição a preço de mercado se contrato for mal feito Baixo: a tarifa da distribuidora é a referência

Vantagens do mercado livre de energia

  • Poder de escolha: o consumidor compara ofertas e escolhe o fornecedor.
  • Previsibilidade: contratos de prazo mais longo podem travar preço e índice de reajuste.
  • Fonte renovável: é possível contratar energia de origem certificada, útil para metas ESG.
  • Concorrência: a tendência de médio prazo é de preços mais competitivos.

Riscos e cuidados antes de migrar

Liberdade de escolha também traz responsabilidade. Os principais pontos de atenção são:

  • Contratos mal dimensionados: consumir acima ou abaixo do contratado pode gerar custo extra.
  • Volatilidade: ofertas atreladas ao preço de curto prazo podem subir em períodos de seca.
  • Solidez do fornecedor: se o varejista for desligado da CCEE, o consumidor vai para o SUI, com tarifa igual ou maior que a regulada.
  • Retorno demorado: voltar ao mercado regulado exige aviso prévio de um ano.
  • Perda de benefícios: quem tem Tarifa Social perde o desconto ao migrar.

Para consumidores residenciais, a recomendação é acompanhar a regulamentação da ANEEL e comparar ofertas com calma quando a abertura chegar.

O que fazer enquanto o mercado livre não abre

Não é preciso esperar 2027 ou 2028 para pagar menos. A geração distribuída já permite que consumidores de baixa tensão recebam energia de usinas solares remotas. A energia gerada vira créditos que abatem a fatura da distribuidora.

É o modelo da Electy, um marketplace de energia que conecta consumidores a usinas renováveis parceiras. Você continua com a sua distribuidora, não faz obra, não instala placa e recebe até 32% de economia na conta de luz. Com a tarifa média subindo 9,4% em 2026, segundo projeção da ANEEL, cada mês de espera é dinheiro que não volta.

Como funciona a conta de luz no mercado livre

Quem migra para o mercado livre passa a ter, em geral, duas cobranças separadas:

  • Fatura da distribuidora: cobra o uso da rede (TUSD), os encargos setoriais e os impostos. A distribuidora segue responsável pela entrega, pela manutenção e pelo atendimento em caso de falta de energia.
  • Fatura do fornecedor: cobra a energia consumida, pelo preço negociado em contrato.

Por isso, a economia no mercado livre não incide sobre a conta inteira, e sim sobre a parcela da energia. Antes de assinar um contrato, compare o custo total, e não apenas o preço por MWh anunciado. Se precisar revisar os componentes da fatura, veja como entender a conta de luz.

Como a abertura afeta empresas

Para PMEs e comércios, a data mais importante é 25 de novembro de 2027. A partir daí, a energia passa a ser um contrato negociável, como aluguel ou internet. Empresas com consumo relevante devem começar a mapear o histórico de consumo, o perfil de horário e a tolerância a risco desde já. Quem quiser aprofundar o contexto regulatório pode ler sobre a MP que mudou as regras do setor elétrico.

Perguntas frequentes

Quando residências poderão entrar no mercado livre de energia?

Pelo Decreto 13.097/2026, consumidores residenciais e demais unidades de baixa tensão poderão escolher o fornecedor a partir de 25 de novembro de 2028. Indústrias e comércios atendidos em baixa tensão terão esse direito antes, a partir de 25 de novembro de 2027.

Quem já pode migrar para o mercado livre hoje?

Atualmente o mercado livre está aberto a consumidores do Grupo A, atendidos em média e alta tensão (2,3 kV ou mais). Os de menor porte participam por meio de um comercializador varejista, que os representa na CCEE. Residências e pequenos comércios em baixa tensão ainda não podem migrar.

A Electy funciona no meu estado?

A Electy atende residências, PMEs, comércios e produtores rurais em diversos estados por meio de usinas parceiras de geração distribuída. A disponibilidade depende da área da sua distribuidora, e a simulação no site mostra na hora se há vaga para a sua unidade consumidora.

Preciso trocar de distribuidora para economizar com a Electy?

Não. Você continua com a mesma distribuidora, que segue responsável pela rede e pela entrega da energia. A Electy conecta sua conta a uma usina renovável e os créditos de energia são abatidos direto na fatura.

Dá para economizar na conta de luz antes da abertura do mercado livre?

Sim. A geração distribuída já permite que residências e empresas de baixa tensão recebam créditos de uma usina renovável. Com a Electy, a economia chega a até 32% na conta de luz, sem obras, sem investimento e sem esperar o calendário de abertura.

Conclusão

O mercado livre de energia vai chegar à baixa tensão: comércios e indústrias em novembro de 2027 e residências em novembro de 2028. É uma mudança positiva, mas com regras ainda em definição e riscos que exigem atenção.

Enquanto o calendário avança, a economia já está disponível. Com a Electy, você paga até 32% menos na conta de luz, sem obras, sem investimento e sem trocar de distribuidora. A simulação leva poucos minutos.

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