Atualizado em 26 de outubro de 2026 · Por Melissa Franco · Leitura: ~10 min
Resposta rápida: a tarifa de energia elétrica é o preço cobrado por kWh consumido. Ela soma a Tarifa de Energia (TE) e a Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição (TUSD), definidas pela ANEEL para cada distribuidora. Em 2026, a tarifa residencial antes de impostos vai de cerca de R$ 0,70 a mais de R$ 0,95 por kWh, dependendo da região. Com a Electy, dá para cortar até 32% da conta sem obras.
Duas casas com o mesmo consumo podem pagar contas muito diferentes só por estarem em estados diferentes. Entender como a tarifa é formada ajuda a ler a fatura, prever reajustes e, principalmente, descobrir onde dá para economizar.
O que você vai aprender:
- O que é a tarifa de energia elétrica e quem define o valor
- Os componentes da tarifa: TE, TUSD, encargos e tributos
- Como funcionam reajustes, revisões e bandeiras tarifárias
- Quanto custa o kWh nas principais distribuidoras em 2026
- As modalidades tarifárias e como reduzir o valor da conta
O que você vai encontrar nessa leitura
ToggleO que é a tarifa de energia elétrica
A tarifa é o valor, em reais, cobrado por cada quilowatt-hora (kWh) de energia consumida. Ela é fixada pela ANEEL para cada distribuidora e varia por classe de consumo (residencial, comercial, industrial, rural) e por nível de tensão. Residências estão no subgrupo B1; comércios e serviços de baixa tensão, no B3; produtores rurais, no B2.
Na fatura, a conta básica é simples: consumo do mês em kWh x tarifa. Em cima disso entram impostos, contribuição de iluminação pública e, quando acionada, a bandeira tarifária. Se a unidade de medida ainda gera dúvida, veja o que é kWh.
Como a tarifa é composta
A tarifa homologada pela ANEEL tem duas partes:
- TE (Tarifa de Energia): cobre o custo da energia comprada pela distribuidora das usinas geradoras, além de parte dos encargos.
- TUSD (Tarifa de Uso do Sistema de Distribuição): remunera o uso dos fios, postes e transformadores, a transmissão, as perdas de energia e outros encargos setoriais.
Sobre essa tarifa incidem os tributos, que não fazem parte do valor homologado pela ANEEL:
- ICMS: imposto estadual, com alíquota definida por cada estado.
- PIS/COFINS: tributos federais, com alíquota efetiva que varia mês a mês.
- CIP/COSIP: contribuição municipal para iluminação pública.
Por isso, o valor final pago por kWh na fatura é sempre maior do que a tarifa divulgada pela ANEEL. Para ler cada linha da conta, confira como entender a conta de luz.
Reajuste e revisão tarifária
A ANEEL atualiza a tarifa de cada distribuidora uma vez por ano, na data de aniversário do contrato de concessão. Existem três mecanismos:
- Reajuste tarifário anual: repassa variações de custos não gerenciáveis, como compra de energia, transmissão e encargos, e corrige os custos da distribuidora pela inflação.
- Revisão tarifária periódica: a cada quatro ou cinco anos, a ANEEL recalcula toda a estrutura de custos e a remuneração da distribuidora.
- Revisão extraordinária: aplicada em situações excepcionais de desequilíbrio.
Para 2026, o boletim InfoTarifas de setembro da ANEEL projeta reajuste médio de 9,4% no país, acima da premissa de 5% para o IPCA. Encargos como a Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) estão entre os principais fatores de pressão. A média esconde diferenças grandes: algumas distribuidoras tiveram alta de dois dígitos, outras tiveram redução.
Bandeiras tarifárias
As bandeiras são um adicional cobrado quando gerar energia fica mais caro, geralmente por falta de chuva e maior uso de termelétricas. A ANEEL anuncia a bandeira de cada mês no fim do mês anterior. Em outubro de 2026, a bandeira é verde.
| Bandeira | Adicional por kWh | Adicional por 100 kWh |
|---|---|---|
| Verde | Sem cobrança | R$ 0,00 |
| Amarela | R$ 0,01885 | R$ 1,885 |
| Vermelha patamar 1 | R$ 0,04463 | R$ 4,463 |
| Vermelha patamar 2 | R$ 0,07877 | R$ 7,877 |
Valores antes de impostos. Saiba mais em bandeira vermelha na conta de luz e bandeira amarela.
Tarifa de energia elétrica por distribuidora em 2026
A tabela mostra a tarifa residencial convencional (B1), em bandeira verde e antes de impostos, de algumas das principais distribuidoras do país.
| Distribuidora | Estado | Tarifa B1 (R$/kWh) |
|---|---|---|
| Cemig | MG | 0,9033 |
| Energisa Mato Grosso | MT | 0,8994 |
| Equatorial Goiás | GO | 0,8918 |
| Neoenergia Coelba | BA | 0,8777 |
| Neoenergia Brasília | DF | 0,8267 |
| Neoenergia Pernambuco | PE | 0,7989 |
| Copel | PR | 0,7680 |
| Celesc | SC | 0,7598 |
| Enel Ceará | CE | 0,7017 |
Fonte: tarifas homologadas pela ANEEL vigentes em outubro de 2026. Em São Paulo, a tarifa varia de cerca de R$ 0,74 a R$ 0,89 conforme a distribuidora; veja o valor do kWh em São Paulo.
Exemplo prático: quanto custa a energia de uma casa
Imagine uma residência em Minas Gerais que consome 250 kWh por mês, atendida pela Cemig, com tarifa B1 de R$ 0,9033/kWh em bandeira verde:
- Bandeira verde: 250 x R$ 0,9033 = R$ 225,83 antes de impostos.
- Bandeira amarela: 250 x R$ 0,9222 = R$ 230,55.
- Bandeira vermelha patamar 2: 250 x R$ 0,9821 = R$ 245,53.
Depois entram ICMS, PIS/COFINS e iluminação pública, o que eleva o valor final. Com uma economia de até 32% na conta, essa mesma casa deixaria de pagar dezenas de reais por mês, o que soma centenas de reais ao longo do ano.
Custo de disponibilidade: a taxa mínima
Mesmo quem consome muito pouco paga um valor mínimo, chamado custo de disponibilidade. Ele corresponde a 30 kWh para ligações monofásicas, 50 kWh para bifásicas e 100 kWh para trifásicas. Se o consumo do mês ficar abaixo desse patamar, a distribuidora cobra o mínimo. Isso explica por que imóveis vazios ainda recebem conta.
Modalidades tarifárias
- Tarifa convencional: preço único por kWh, independentemente do horário. É a modalidade padrão para residências.
- Tarifa branca: preço menor fora do horário de pico e maior no pico e nos horários intermediários. Vale a pena para quem consegue concentrar o consumo fora do pico. Veja tarifa branca.
- Tarifa Social: desconto para famílias de baixa renda inscritas no CadÚnico, conforme regras do governo federal.
- Tarifas horárias do Grupo A: modalidades verde e azul, para consumidores de média e alta tensão, com cobrança de demanda contratada.
Por que a tarifa varia tanto entre estados
Cada distribuidora tem custos diferentes. Áreas extensas e pouco povoadas exigem mais rede por cliente. Regiões com mais furto de energia têm perdas maiores, que entram na tarifa. Contratos de compra de energia, idade da rede e mercado atendido também pesam. Some a isso a alíquota de ICMS de cada estado e a diferença final na conta pode ser grande, mesmo com o mesmo consumo.
Para comparar a sua conta com a de outras regiões, use sempre a tarifa antes de impostos. É a única base que permite comparar distribuidoras de forma justa, já que o ICMS e a iluminação pública mudam de um lugar para outro.
Como pagar menos pela energia
Você não controla a tarifa da distribuidora, o imposto nem a bandeira. Mas controla três alavancas:
- Consumo: identificar os aparelhos que mais consomem energia e ajustar hábitos.
- Modalidade: avaliar se a tarifa branca compensa no seu perfil.
- Preço da energia: receber créditos de uma usina renovável por meio da geração distribuída.
A terceira alavanca é a que gera mais economia sem mudar a rotina. Com a Electy, você recebe créditos de energia de uma usina parceira, abatidos direto na fatura da sua distribuidora. A economia chega a até 32%, sem obras, sem instalar placas e sem trocar de distribuidora. E, como o desconto incide sobre a energia compensada, ele acompanha a tarifa: quando a tarifa sobe, o valor economizado em reais também sobe.
Perguntas frequentes
Quem define a tarifa de energia elétrica?
A ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) define as tarifas de cada distribuidora por meio de reajustes anuais e revisões periódicas. Os impostos, como ICMS e PIS/COFINS, são definidos por estados e União, e a contribuição de iluminação pública, pelos municípios.
Por que a tarifa de energia sobe todo ano?
Os reajustes repassam custos de compra de energia, transmissão, encargos setoriais como a CDE e a inflação dos custos da distribuidora. Para 2026, a ANEEL projeta reajuste médio de 9,4%, acima da premissa de 5% para o IPCA.
A Electy funciona no meu estado?
A Electy atende residências, PMEs, comércios e produtores rurais em diversos estados por meio de usinas parceiras de geração distribuída. A disponibilidade depende da área da sua distribuidora, e a simulação no site mostra na hora se há vaga para a sua unidade consumidora.
Preciso trocar de distribuidora para economizar com a Electy?
Não. Você continua com a mesma distribuidora, que segue responsável pela rede e pela entrega da energia. A Electy conecta sua conta a uma usina renovável e os créditos de energia são abatidos na fatura.
Como pagar menos pela tarifa de energia elétrica?
Você pode reduzir o consumo, avaliar a tarifa branca se usar pouca energia no horário de pico e, principalmente, pagar menos pela energia com geração distribuída. Com a Electy, a economia chega a até 32% na conta de luz, sem obras e sem investimento.
Conclusão
A tarifa de energia elétrica é formada por TE e TUSD, definidas pela ANEEL, mais tributos e bandeiras. Ela muda todo ano e, em 2026, a projeção de reajuste médio está bem acima da inflação.
Esperar o próximo reajuste não reduz a conta. A simulação da Electy mostra em poucos minutos quanto você pode economizar com base na sua fatura, sem obra e sem investimento.





